Ji-Paraná (Ro), 23 de outubro de 2019 - 07:41

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07/10/2019 22:21

Uma pessoa de Ji-Paraná - RO, morre em confronto com policiais durante operação contra exploração em garimpo ilegal em MT

De acordo com a PF, a operação tem objetivo de cessar as atividades no grande garimpo ilegal no município.

Uma pessoa morreu em confronto com policiais do Batalhão de Operações Oficiais (Bope ) e federais na tarde desta segunda-feira (7) na 2ª fase da 'Operação Trype' no garimpo ilegal do município de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá. Cerca de mil a duas mil pessoas já circularam no garimpo, segundo autoridades.

A Polícia Federal confirmou a morte, mas não informou a identidade da pessoa que morreu.

Segundo Informações de Amigos e Familiares, a Identidade da pessoa, é de José Maria Dos Santos.

Seu José Maria Dos Santos é Morador da Cidade de Ji-Paraná Rondônia, e era muito conhecido na cidade. Muitos Anos Antes de se envolver com garimpo, seu José Maria, trabalhava como Pintor na Cidade de Ji-Paraná - Rondônia

Polícia Federal confirmou uma morte na 2ª fase da Operação Trype, que combate a extração ilegal de minérios num garimpo clandestino instalado em Aripuanã (MT). Segundo a PF, a vítima é um homem que morreu em confronto com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), no início da tarde desta segunda-feira (7). A assessoria da Polícia Militar ainda não se manifestou.

Imagem: garimpo
Desocupação de garimpo resulta em confronto em Aripuanã – 
Alvejado por disparos de arma de fofo, ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Santo Antônio, mas não resistiu.

Uma enfermeira da unidade relatou ao AGORA MATO GROSSO que quando ela assumiu o turno de serviço, o homem já estava morto. Ela não soube informar se ele chegou vivo ou se morreu a caminho do hospital.

Cerca de 160 policiais, além de servidores do Ibama e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso – Sema/MT atuam na operação. Ações estão previstas para acontecer ao longo da semana para impedir que os garimpeiros retornem para o local. Ainda não há informação sobre prisões ou materiais apreendidos, porque o local não tem comunicação via celular ou internet.

Esta é a 2ª fase da operação, sendo que a 1ª fase foi realizada há 11 dias nas cidades de Juína, Aripuanã, Alta Floresta e Paranaíta. Elas foram motivadas pela apreensão de uma aeronave, carregada com 6,51 kg de ouro, que aconteceu em junho deste ano.

 
O garimpo ilegal causaria grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios. — Foto: PF-MT

O garimpo ilegal causaria grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios. — Foto: PF-MT

De acordo com as investigações, além do impacto ambiental na região, o garimpo ilegal estaria causando grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas, prostituição e outros crimes.

Cerca de 160 policiais e também de servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) atuarão na área durante toda semana.

A ação conta com apoio de forças de segurança do Estado de Mato Grosso.

 

O garimpo

 
Policiais federais estão no garimpo, em Aripuanã, para conter ação. — Foto: PF-MT
 
 

Policiais federais estão no garimpo, em Aripuanã, para conter ação. — Foto: PF-MT

Há quase um ano o garimpo ilegal atrai aventureiros e curiosos em busca de ouro na região de Aripuanã. A situação já foi alvo de investigação da Polícia Federal em 2018 e reuniu autoridades, no entanto, a exploração continuava sem qualquer tipo de controle.

A área explorada ilegalmente registrou acidentes, soterramentos, mortes e assassinatos ao longo de quase um ano.

A Polícia Civil de Aripuanã disse, em junho deste ano, que o garimpo reúne cerca de 2 mil pessoas. Já a Prefeitura de Aripuanã calcula que são cerca de mil pessoas. A concentração de pessoas de fora da cidade provocou um aumento no fluxo do hospital da cidade, além de aumento no índice de crimes.

A invasão da propriedade, que é da União, começou em novembro de 2018. Desde então as autoridades, como Ministério Público Federal, governo estadual e federal, tentaram soluções e fizeram diversas reuniões.

As autoridades debateram, inclusive, os danos ambientais causados na área. À época o então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) determinou que os invasores deixassem o garimpo.

A instalação de uma mineradora na cidade também causou impactos em Aripuanã.

 

 

Fontes: Foto: divulgação/PF


 

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